TRE-DF recomenda consulta ao local de votação para quem não votou no primeiro turno Eleitores do Distrito Federal seguem votando nos mesmo…
TRE-DF recomenda consulta ao local de votação para quem não votou no primeiro turno
Eleitores do Distrito Federal seguem votando nos mesmos locais utilizados em 4 de outubro, mas Justiça Eleitoral orienta consulta prévia pelo e-Título ou pelo portal do TRE-DF
Com a aproximação do segundo turno das Eleições 2026, marcado para o próximo domingo (25), o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) orienta os eleitores, principalmente aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno, a consultarem antecipadamente o local de votação.
Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha promovido mudanças em seções eleitorais de alguns estados, o Distrito Federal não foi afetado pela medida. Dessa forma, os eleitores do DF deverão votar nos mesmos locais utilizados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
A consulta pode ser feita por meio do aplicativo e-Título ou diretamente no portal do TRE-DF, na ferramenta de consulta ao local de votação disponível na página inicial do site.
Cada voto pode fazer a diferença
Para o cientista político e doutorando Jorge Mizael, sócio da Metapolítica Consultoria, o resultado apertado do primeiro turno demonstra a importância da participação do eleitor.
Segundo ele, a disputa pelo Governo do Distrito Federal ficou a menos de 200 votos de ser definida ainda no primeiro turno, em um universo de mais de 2,2 milhões de eleitores.
“O primeiro turno no DF deu uma demonstração concreta de que cada voto pesa. A disputa pelo governo ficou a menos de 200 votos de ser decidida ali mesmo. Quando a margem é tão estreita, quem deixa de votar acaba permitindo que outras pessoas decidam quem governará o DF e o país pelos próximos quatro anos”, afirmou.
Mizael também destacou que uma maior participação fortalece a legitimidade dos governantes eleitos.
“Uma eleição com ampla participação popular fortalece o vínculo entre eleitores e representantes. Altos índices de abstenção reduzem essa conexão e dificultam, posteriormente, a cobrança por resultados”, observou.
Abstenção foi de quase 19% no DF
No primeiro turno, dos 2.243.988 eleitores aptos no Distrito Federal, 1.817.921 compareceram às urnas, enquanto 426.067 deixaram de votar, resultando em uma taxa de abstenção de 18,99%, percentual inferior à média nacional, que superou 21%.
De acordo com Jorge Mizael, historicamente a abstenção costuma permanecer em níveis semelhantes entre o primeiro e o segundo turno. No entanto, ele acredita que alguns fatores podem estimular maior participação dos eleitores no DF.
“A disputa agora é mais simples, com apenas dois cargos em votação — governador e presidente, e o equilíbrio observado no primeiro turno tende a aumentar a mobilização das campanhas e dos próprios eleitores”, explicou.
O especialista também lembrou uma particularidade do Distrito Federal: por não possuir municípios, o eleitor que estiver no DF no dia da eleição não poderá justificar a ausência em outra cidade.
“Quem estiver no Distrito Federal no dia da votação precisa comparecer à sua seção eleitoral. Caso contrário, a ausência será registrada como abstenção”, ressaltou.
Campanhas precisam mobilizar os eleitores
Na avaliação de Jorge Mizael, conquistar os eleitores que não compareceram ao primeiro turno dependerá mais da apresentação de propostas concretas do que de ataques entre candidatos.
“Muitos eleitores deixam de votar por dúvida ou descrença, e não necessariamente por falta de interesse. Campanhas que apresentam soluções para temas como saúde, transporte, emprego e serviços públicos tendem a mobilizar mais esse eleitorado do que aquelas focadas apenas na rejeição ao adversário”, afirmou.
Ele também observou que o processo de votação será mais rápido no segundo turno, já que os eleitores votarão apenas para governador e presidente da República, reduzindo filas e facilitando a participação.
“O primeiro turno mostrou que o voto realmente faz diferença. Os números demonstram isso com clareza, especialmente no Distrito Federal”, concluiu.
Da Redação
