Por Cintia Ferreira
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a segunda fase da Operação Biofraude, que investiga um esquema familiar de comercialização ilegal de medicamentos sem origem lícita, especialmente produtos voltados ao emagrecimento. A ação foi coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Mineiros, vinculado à 14ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), e teve como foco o combate à fabricação, distribuição e venda clandestina dos produtos.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As ordens judiciais tiveram como alvo investigados residentes nas cidades de Mineiros e Goiânia, em Goiás, além de Paranaguá, no Paraná, e Brasília, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, os investigados possuem vínculo familiar e, conforme apontam as apurações, atuavam de forma conjunta no esquema criminoso. O grupo é suspeito de participar da fabricação, comercialização e envio dos medicamentos investigados, além da movimentação financeira proveniente da atividade ilegal.
As investigações também identificaram transferências bancárias entre contas de familiares, incluindo mãe e irmãos dos suspeitos. Para os investigadores, há indícios de ocultação patrimonial e possível prática de lavagem de dinheiro.
Além do crime previsto no artigo 273 do Código Penal Brasileiro relacionado à falsificação, corrupção, adulteração ou comercialização irregular de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais a Polícia Civil também apura possíveis crimes de lavagem de capitais.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. Os itens serão analisados pela equipe policial para aprofundamento das diligências e identificação de novas provas. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores no valor de R$ 1 milhão para cada investigado. Segundo a Polícia Civil, a medida será efetivada após a conclusão das diligências em andamento. De acordo com o Geic de Mineiros, o inquérito deve ser concluído nos próximos dias, após a análise dos materiais apreendidos e dos elementos técnicos reunidos durante a operação.

