O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou da 27ª Marcha dos Prefeitos, marcada por aplausos e vaias, na qual defendeu propostas ligadas à economia, segurança pública, saúde e autonomia dos municípios. Durante o evento, o parlamentar afirmou que a presença de pré-candidatos nas cidades é essencial para compreender os problemas enfrentados pela população. “Essa é uma das agendas mais importantes para o pré-candidato participar. É nas cidades que os problemas acontecem. As pessoas batem na porta do vereador e do prefeito para buscar soluções”, declarou.
Ao comentar sobre a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que o governo priorizou os municípios. “Menos Brasília e mais Brasil. Foi dessa forma que, em especial, o governo Bolsonaro fez a maior distribuição de renda para os municípios”, disse.
Flávio Bolsonaro também criticou a proposta de fim da escala 6×1, demonstrando insatisfação com a aprovação da pauta. Segundo ele, a medida pode limitar a liberdade de escolha dos trabalhadores. “Muitas pessoas querem trabalhar mais e a PEC vai engessar isso. A gente quer dar liberdade para as pessoas escolherem”, afirmou.
Na área da saúde, Flávio Bolsonaro reclamou da falta de atualização da tabela do Sistema Único de Saúde e defendeu a modernização do setor com uso de tecnologia. “Queremos trabalhar pela modernização do SUS, com o incremento da inteligência artificial”, disse.
O parlamentar ainda citou a aprovação do marco legal do saneamento básico e prometeu reduzir impostos caso o grupo político volte ao comando do país. Ao comentar programas de renegociação de dívidas, criticou iniciativas do governo federal. “O governo atual fez dois Desenrolas em três anos. Não vai tirar ninguém do sufoco, precisa de um Desenrola sério”, declarou.
Segundo Flávio, investidores internacionais estariam dispostos a ampliar aportes no Brasil, o que, segundo ele, pode gerar empregos. Na segurança pública, prometeu endurecimento no combate ao crime organizado. “PCC, metam o pé do Brasil”, afirmou durante o discurso.
O pré-candidato Flávio Bolsonaro também saiu em defesa das emendas parlamentares, que segundo ele são vistas de forma “demonizadas” pelas pessoas sem conhecimento. Segundo Flávio, os recursos enviados por parlamentares são essenciais para custear hospitais e outras áreas nos municípios. “Os recursos não podem ser tão centrados nas mãos da União”, afirmou.
Ao encerrar a fala, o senador disse que pretende manter programas sociais e declarou estar “disposto a tudo” para “livrar o país das mãos do PT”.
O pré-candidato foi vaiado durante todo seu discurso, com frases “fora Bolsonaro” e críticas que envolvendo a relação com o Daniel Vorcaro “Bolsomaster”.

