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Quando o roteiro parecia pronto para o desfecho, o jogo virou capítulo extra. O Brasília Basquete entrou em quadra na noite desta segunda-feira (27/4) com a classificação nas mãos, mas encontrou resistência, alma e um adversário disposto a adiar o fim. No Ginásio do Sesi, em Caxias do Sul, a equipe candanga acabou superada por 66 a 63 pelo Caxias do Sul Basquete e viu a série de oitavas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) ganhar sobrevida. Com o duelo em 2 a 1, os brasilienses terão duas oportunidades de avançar às quartas de final no Ginásio Nilson Nelson.
O jogo 4 da eliminatória entre Brasília Basquete e Caxias do Sul está marcado para quinta-feira (30/4), no Ginásio Nilson Nelson, com horário ainda a ser definido pela Liga Nacional de Basquete (LNB). Uma vitória garante classificação aos candangos, enquanto os gaúchos precisam do resultado positivo no Distrito Federal para forçarem a quinta e última partida, também prevista para o Nilson Nelson. Na série, a franquia local tenta quebrar uma escrita de quase 10 temporadas. A última participação nas quartas de final do NBB ocorreu na edição 2016/2017, quando a equipe ainda atuava sob a nomenclatura Lobos Brasília.
Jogo equilibrado
O início dava sinais de controle visitante. Com boa execução ofensiva e transições rápidas, o Brasília Basquete abriu 8 a 0 e tentou impor o ritmo desde os primeiros movimentos. Mas a resposta veio carregada de personalidade. Shamell assumiu o jogo, chamou a responsabilidade e conduziu a reação gaúcha, equilibrando as ações ainda no primeiro quarto, fechado em 20 a 20, em um duelo que já nascia tenso. O segundo período mergulhou em um cenário de ataques duros e posses longas. A bola demorava a cair, os espaços eram raros e cada ponto parecia custar mais do que o normal. Nesse ambiente de baixa fluidez, o Brasília encontrou leve vantagem nos detalhes e foi para o intervalo vencendo por 31 a 28, sustentado por uma defesa consistente e melhor aproveitamento nas poucas oportunidades criadas.
Na volta do intervalo, o jogo ganhou outra cara. O Caxias acelerou, encaixou uma sequência de 12 a 0 e virou o placar com autoridade, novamente com Shamell como protagonista. O Brasília demorou a reagir, mas respondeu na mesma moeda, explorando rebotes ofensivos e segundas chances, com Brunão decisivo nesse momento. A parcial terminou empatada no agregado, levando o duelo para os 10 minutos finais em igualdade: 48 a 48. O último quarto trouxe o peso dos playoffs. Cada posse ganhou valor, cada erro virou ameaça. Foi nesse cenário que Augusto apareceu com protagonismo, empilhando pontos e assumindo o papel de liderança no momento decisivo. O Brasília teve dificuldades ofensivas, não encontrou respostas consistentes e viu o adversário construir a vitória em um jogo de margem mínima.
Análise candanga
Crescenzi foi o principal nome candango, com 15 pontos, quatro rebotes e quatro assistências, mas a produção ofensiva coletiva abaixo do habitual pesou no resultado. Do outro lado, Shamell comandou com 19 pontos e manteve viva não só a série, mas também o espírito competitivo de um time que se recusou a encerrar a caminhada. “Todos os três jogos foram difíceis, foram… Podemos falar até que foi jogo feio, porque é amarrado, mas o time inteiro, mas especialmente o Shamell e o Augusto, tiveram muito mérito, eles mataram umas bolas muito difíceis e não tivemos muita resposta, sofremos muito no ataque. A história continua. O quarto jogo, eu imagino, será igual lá em Brasília, será amarrado, duro como está sendo essa série”, analisou.
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