– Continua após a publicidade –
A temporada de 2025 do futebol do Distrito Federal chegou ao fim. Mas, para alguns, ela nem começou. Em meio a campeonatos disputados, categorias de base em atividade e títulos distribuídos ao longo do ano, Taguatinga e Botafogo foram os únicos clubes filiados à Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) sem participação em nenhuma das competições oficiais. A ausência de ambos contrasta com um cenário no qual a maioria das equipes manteve presença ativa e projetos esportivos em andamento.
A ausência dos dois clubes chama atenção não apenas pelo peso histórico, mas pelo contexto institucional. Ambos passaram o ano fora das competições oficiais, mesmo diante de um calendário responsável por ofertar 11 torneios ao longo da temporada. Embora o destino ao longo da temporada seja o mesmo, o Taguatinga e Botafogo viveram cenários distintos até confirmarem a ausência total nos gramados candangos.
No caso do TEC, houve expectativa pública de retorno à disputa da Segunda Divisão do Candangão, com movimentações iniciais e comunicação ativa nas redes sociais. No entanto, o projeto não avançou. Em julho, a Águia não enviou inscrição para competir na divisão de acesso, repetindo o cenário em todos os torneios de base. O posicionamento oficial de limitou a uma postagem com o aviso “Estamos fora da Segundinha esse ano”. Assim, o clube viveu um 2025 de ausência.
O Botafogo-DF, por sua vez, atravessou 2025 sem qualquer participação registrada, mantendo-se distante do calendário da FFDF. A equipe não fez qualquer posicionamento público para situar o torcedor. No ano passado, a dupla jogou a Segundinha do Campeonato Candango. Apoiado em uma parceria com o sub-20 do Brasiliense, o TEC caiu nas semifinais, enquanto o alvinegro foi lanterna. O Glorioso teve, ainda, campanhas modestas no Candanguinho e no Feminino.
O quadro chama atenção não apenas pelo peso histórico das camisas, mas pelo contexto institucional. Conforme o estatuto da FFDF, clubes ausentes de competições oficiais por dois anos consecutivos podem ser enquadrados em dispositivos de risco da própria filiação. Embora não haja, neste momento, qualquer sanção formal, a situação de inatividade acende um sinal de alerta sobre a sustentabilidade esportiva dessas agremiações e os planos, agora obrigatórios, para 2026.
Retomadas
No âmbito da retomada, surgem dois clubes vítimas recentes de quadrilhas de manipulação de resultados. Rebaixados como consequências de esquemas em 2021 e 2024, Formosa e Santa Maria viveram temporada de participação apenas em competições de base. O Tsunami do Cerrado participou do Sub-17, enquanto o Santinha jogou o Sub-20. Trata-se de uma saída para evitar punições estatutárias, enquanto os clubes tentam se reorganizar para voltarem a figurar no cenário do futebol profissional do Distrito Federal.
O retrato final da temporada expõe um futebol distrital dividido entre quem conseguiu se adaptar às exigências administrativas e esportivas do cenário atual e quem ficou pelo caminho. Além dos resultados conquistados em campo, 2025 deixa um recado importante: no Distrito Federal, permanecer ativo já é uma conquista e a ausência um alerta que não pode ser ignorado.
– Publicidade –
