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Uma verdadeira batalha física abriu a segunda rodada do Candangão neste sábado (17/01). No estádio Defelê, o Sobradinho superou o Paranoá pelo placar mínimo, com gol na reta final após um duelo truncado.
O resultado mantém a invencibilidade do Leão da Serra, com quatro pontos, antes do confronto no meio da semana contra o Brasiliense, no Serejão. Por sua vez, com duas derrotas em dois jogos, a Cobra Sucuri se complica na parte baixa da tabela, onde terá o Brasília como adversário nesta semana, no JK.
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Ataques pecadores
O que tirou a “nota dez” do jogo foi a pontaria das equipes, pecadoras tanto na finalização quanto no trato da bola no setor de ataque. O jogo começou já físico e franco de ambas partes, com os primeiros 15 minutos de marcação em linhas bastante altas do Leão da Serra, cedendo alguns espaços para o também falho ataque da Cobra Sucuri.
Pelo contrário, o time do técnico Klésio Borges se destacou no timing correto na hora de armar, sendo imperfeito apenas na ausência de marcação a Aldo, no gol solitário do jogo. Mas logo falaremos disso. A pressa com a bola nos pés, provavelmente fruto do tropeço na estreia contra a Aruc, atrapalhou muito a equipe visitante.
A primeira oportunidade clara do jogo foi aos 16 minutos, quando em um corte estranho da defesa para trás, o goleiro Pereira saiu rebatendo a bola de cabeça. Oferecida, ficou para a tentativa de Pedrinho, que exagerou na dose da cobertura, mandando para fora. Vale destacar a disciplina do jogo apesar dos choques em campo: apenas dois cartões amarelos em toda a partida, ambos no finalzinho, sendo um deles pela cera do goleiro Michael Henrique após o 1 a 0.
O confronto respondeu às expectativas quanto à sua paridade. A meia hora final pertenceu ao Paranoá, ainda que sem grandes oportunidades, mas forçando os mandantes a recuarem, sobretudo pela boa partida na distribuição do meia David Weslley.
Porém, à medida em que os times perdiam as oportunidades raras de romper as defesas, o sol avançava rumo ao meio-dia e o calor aumentava na nada nublada Vila Planalto. Antes do intervalo, aos 35, China ainda tentou finalização que passou ao lado da meta.
Sol, exaustão e gol
O segundo tempo foi ainda melhor que o primeiro. A manifesta insatisfação do técnico Daniel Franco fez com que a ordem do Sobradinho fosse de ocupar o campo rival a todo tempo e a todo custo. A Sucuri veio menos ao ataque. Entretanto, a pressão leonina ainda era infrutífera.
Frente ao calor e ao jogo físico, as equipes apelaram ao recurso da bola parada, também sem sucesso. Ironicamente, o pouco erro resultava em pouco gol. Cenário de nervos: o Paranoá se via obrigado a ganhar como fosse (tornando da pressa, imperfeição) enquanto o Sobradinho esperou sua hora.
Jotta, aos 13 minutos, chutou ao lado. A primeira bola finalizada a gol veio aos 20, quando David Weslley parou num cara a cara com Michael Henrique, após contra-ataque originado pelo erro de passe de Douglas Rato na saída de bola.
Mais insatisfeito ainda, o técnico Daniel Franco enviou a campo Bernardo e Mirandinha, aos 28 minutos. Um minuto depois, Mirandinha venceu a zaga em velocidade e bateu perto do gol de Pereira, mas fora. Aos 35, novamente Jotta tentou, mas em disparo tranquilo para o arqueiro alvinegro.
Logo após a saída do zagueiro Alex Augusto, em um dos vários casos de cansaço extremo do Paranoá, veio o gol do Sobradinho. Em escanteio alçado desde a direita, Medeiros tocou da segunda trave para a pequena área e Aldo completou, também de cabeça. Era o golpe fatal do duelo.
Um abafa desorganizado foi a resposta da Sucuri, que em nada resultou. De teste, apenas a finalização fraca de Marcos Rassi, aos 43, parou vagarosamente nas mãos de Michael Henrique. O Paranoá precisa encontrar a reação de onde ainda parece não saber, enquanto o Sobradinho se mostra, no mínimo, como pedra no sapato de quem vier pela frente nas rodadas seguintes deste Candangão.
Sobradinho 1
Michael Henrique 🟨; Douglas Rato, Medeiros, Felipe Kauan e China; Aldo ⚽, Geovane (Bernardo) e Pedrinho (Lucas Paranhos); Thiago André (Roniel), Rodriguinho (Mirandinha 🟨) e Pipico (Jadson); Técnico: Daniel Franco
Paranoá 0
Pereira; JV Silveira, Moisés, Alex Augusto (Davi Basso) e Vitinho; Guilherme Pitbull (Marcos Rassi), Bebeto (João Bernardo) e David Wesley; Jotta, João Marcelo (Renê Silva) e Lopeu (Matheus); Técnico: Klésio Borges
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