A Justiça do Distrito Federal rejeitou, um novo recurso apresentado pela defesa da governadora Celina Leão (PP) que solicitava a realização de perícia técnica em mídias digitais e aparelhos celulares ligados à Operação Drácon. O pedido visava analisar a integridade de áudios entregues pela ex-deputada Liliane Roriz, que deram origem às investigações sobre um suposto esquema de propinas na Câmara Legislativa em 2016.
Na decisão, o Judiciário considerou que a solicitação é semelhante a outros pedidos já negados anteriormente no processo. A defesa de Celina Leão argumenta que o acesso ao material original é fundamental para verificar possíveis edições ou manipulações nas gravações que sustentam a ação de improbidade administrativa.
A Operação Drácon investiga denúncias de que deputados distritais teriam articulado o recebimento de vantagens indevidas em troca da liberação de emendas parlamentares para a área da saúde. Embora Celina Leão tenha sido absolvida na esfera penal em março de 2025, o processo por improbidade administrativa segue em tramitação.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) tem mantido o entendimento de que as provas colhidas durante a fase de instrução são válidas, indeferindo as tentativas recentes da defesa de reabrir a fase pericial sobre os dispositivos de Liliane Roriz.
A assessoria de comunicação da Celina Leão foi procurada e não quis se pronunciar sobre a decisão do TJDFT.
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