Moradores das cidades do Entorno do Distrito Federal terão que pagar mais caro pelo transporte público a partir da próxima segunda-feira (22/02). O reajuste de 2,546% foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no último dia (12/2). Com isso, algumas passagens podem chegar a R$ 12,35, dependendo do trajeto. Este é o segundo aumento em menos de cinco meses. Em setembro de 2025, as tarifas já tinham sido reajustadas em 2,9%.
Segundo a ANTT, o reajuste é resultado de um processo técnico previsto em norma e necessário para garantir a continuidade e o funcionamento adequado do serviço. A agência também informou que a revisão tarifária é um instrumento técnico considerado indispensável para manter a operação do transporte em condições adequadas.
Entre os novos valores, a passagem em Águas Lindas de Goiás passa de R$ 11,15 para R$ 11,43. Em Cidade Ocidental, o valor varia entre R$ 6,10 e R$ 10,25. Já em Luziânia, no trecho até Taguatinga, o preço pode chegar a R$ 12,35. Em Planaltina de Goiás, a tarifa sobe para R$ 11,63, enquanto em Valparaíso de Goiás, os valores passam a variar entre R$ 5,18 e R$ 9,39.
Para entender como a população avalia os reajustes, o Jornal Opção Entorno foi até a Rodoviária do Plano Piloto, onde passageiros que chegam e saem diariamente do terminal falaram sobre o aumento das tarifas.
A auxiliar de serviços gerais Maria das Dores, moradora de Águas Lindas, disse que o aumento afeta diretamente o orçamento. “Eu dependo do ônibus todos os dias para trabalhar. Quando aumenta, a gente precisa tirar de outras coisas, como alimentação e contas de casa. Pode parecer pouco, mas no fim do mês pesa bastante”, afirmou.
O pedreiro José Carlos, que mora em Valparaíso, contou que os reajustes seguidos preocupam. “Não faz muito tempo que aumentou e agora de novo. A gente não tem outra opção, precisa pagar para trabalhar. O problema é que o salário continua o mesmo e tudo vai ficando mais caro”, disse.
A atendente Ana Paula Souza, de Luziânia, relatou que o gasto com transporte é uma parte importante das despesas mensais. “Eu uso o ônibus todos os dias, então qualquer aumento já faz diferença. É um dinheiro que a gente precisa separar todo mês, não tem como evitar”, explicou.
O vendedor Marcos Vinícius, morador de Valparaíso, afirmou que o reajuste impacta principalmente quem depende exclusivamente do transporte público. “Todo dia tem que passar pela catraca. Quando aumenta, a gente sente na hora. É um gasto que não tem como cortar”, relatou.
Já a diarista Rosângela Ferreira, de Luziânia, destacou a frequência dos aumentos. “Em pouco tempo já teve dois reajustes. A gente entende que tudo aumenta, mas quem usa o transporte todos os dias acaba sentindo mais”, disse.
O novo valor das tarifas passa a valer oficialmente a partir do dia 22 de fevereiro para todas as linhas que fazem o transporte entre as cidades do Entorno e o Distrito Federal.

