Ao longo de 2025, 1.887 pessoas foram acompanhadas pelos programas da SSP-DF. Do total, 506 agressores e 619 vítimas foram monitorados 24 horas por dia pela Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP).
As prisões ocorreram, em sua maioria, após o descumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pelo Judiciário, especialmente em casos de violação das áreas de exclusão. Os agressores foram localizados e detidos imediatamente após o descumprimento das medidas protetivas.
“Os resultados alcançados pelos programas de proteção da SSP-DF, em conjunto com as nossas forças de segurança, são a prova do nosso compromisso com a proteção e a dignidade das mulheres do Distrito Federal. Cada uma das prisões efetuadas representa uma vida protegida. Seguimos investindo na integração e no aprimoramento dessas ações, pois a proteção das nossas mulheres é prioridade para o Governo do Distrito Federal”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “Importante ressaltar que nenhuma mulher atendida pelos nossos programas foi novamente vítima de violência enquanto assistida. Esses dados refletem a eficiência dos mecanismos de acolhimento e segurança, que têm como foco preservar a integridade e a vida dessas mulheres. Esta é uma pauta prioritária para a segurança pública e para o Governo do Distrito Federal”, completou o secretário.
Monitoramento simultâneo
“O monitoramento contínuo, sete dias por semana e 24 horas por dia, nos permite antecipar riscos e agir de forma preventiva”Carlos Eduardo Melo, subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF
O programa de monitoramento de vítimas e agressores da SSP-DF completará, em 2026, cinco anos de funcionamento. A iniciativa utiliza tecnologia de georreferenciamento para o acompanhamento simultâneo de vítimas e agressores com Medida Protetiva de Urgência (MPU).
Desde a criação da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), em 2021, nenhuma das mulheres protegidas teve a integridade física violada. “O monitoramento contínuo, sete dias por semana e 24 horas por dia, nos permite antecipar riscos e agir de forma preventiva — impedindo a aproximação do agressor e, quando necessário, efetuando a prisão”, explicou o subsecretário de Operações Integradas, Carlos Eduardo Melo.
A iniciativa integra o Programa Segurança Integral, eixo estruturante da política pública de segurança do DF, e o Eixo Mulher Mais Segura, voltado ao enfrentamento da violência de gênero.
Tecnologia
O sistema de proteção conta com monitoramento em tempo real, realizado por meio de tornozeleiras eletrônicas instaladas nos agressores e dispositivos de alerta entregues às vítimas, que podem ser acionados a qualquer momento em situação de risco. No programa Viva Flor, a vítima recebe um aplicativo ou dispositivo eletrônico disponibilizado em delegacias.
“O programa salva vidas, seja quando o agressor é preso ou mesmo quando não é preso. Até porque o só fato de ter o socorro policial prioritário na palma da mão já devolve dignidade à mulher vítima de violência, que tem a possibilidade de retomar a vida normal, em segurança, já que a violência, na grande parte das vezes, tira isso dela”, explica a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira.
Desde 2024, a estrutura operacional foi reforçada com a inauguração da nova sala de operações da DMPP, ampliando o número de estações de monitoramento e garantindo aumento dos servidores por plantão. Outro avanço relevante foi a implementação de um chat direto entre vítimas e a central de monitoramento, permitindo o envio de mensagens, áudios e fotos em tempo real, o que agiliza o atendimento e fortalece a resposta das equipes.
“A ampliação da infraestrutura e dos canais de comunicação tem sido fundamental para aumentar a eficiência das nossas ações”, ressaltou a diretora da DMPP, Andrea Boanova. “Mesmo com a medida protetiva em vigor, alguns agressores ainda tentam violá-la. Nosso trabalho é garantir que, quando isso ocorra, a resposta do Estado seja imediata. E o maior resultado deste ano é que nenhuma das mulheres monitoradas foi vítima de feminicídio nem teve sua integridade física violada, graças à ação imediata e eficaz da equipe que compõe o programa.”
