Um recorte da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD-A) de 2024 revela como moradores do Entorno do DF, chamado de Periferia Metropolitana de Brasília (PMB) se deslocam diariamente para o Distrito Federal para trabalhar e estudar. O estudo foi realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan).
De acordo com os dados, cerca de 200 mil pessoas saem do Entorno rumo à capital para trabalhar. A maioria depende do transporte público: aproximadamente 122 mil utilizam ônibus. Os principais fluxos partem de municípios goianos como Águas Lindas de Goiás, com mais de 55 mil trabalhadores, e Valparaíso de Goiás, com mais de 42 mil. Novo Gama e Luziânia também se destacam, com mais de 24 mil trabalhadores cada.
O levantamento também aponta que cerca de 44 mil estudantes fazem o mesmo trajeto para estudar no DF. Desse total, aproximadamente 18 mil utilizam ônibus ou transporte escolar público. Novo Gama lidera o número de estudantes, com cerca de 9 mil, seguido por Águas Lindas de Goiás (8,3 mil) e por Valparaíso e Planaltina, com quase 8 mil estudantes cada.
Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, os dados evidenciam a forte integração entre o Entorno e o Distrito Federal. Segundo ele, as informações são fundamentais para orientar políticas públicas voltadas à mobilidade urbana e à melhoria da qualidade de vida.
A pesquisa também mostra que o Entorno reúne mais de 1,27 milhão de moradores distribuídos em 571 mil domicílios urbanos, abrangendo 12 municípios goianos.
O secretário da Secretaria Extraordinária do Entorno do DF (Seent-DF), Cristian Viana, afirmou que os dados servirão de base para ações voltadas à redução do tempo de deslocamento, com foco em mobilidade sustentável e inclusão social. Ele destacou a importância de parcerias entre o Governo do Distrito Federal, o estado de Goiás e a União para melhorar o transporte público.
Já o diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do IPEDF, Werner Bessa, ressaltou que o grande fluxo diário reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e planejamento urbano, já que o deslocamento impacta diretamente a saúde e a rotina da população.

