Servidores que atuam no Instituto Médico Legal do Distrito Federal (IML-DF) aprovaram, nesta quinta-feira (12), um indicativo de greve com início previsto para segunda-feira (16). A decisão foi tomada durante assembleia realizada em frente ao complexo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo o Sindireta-DF, sindicato que representa a carreira de Atividades Complementares de Segurança Pública, o movimento foi aprovado por unanimidade pelos servidores presentes. A entidade informou que a paralisação poderá começar após o prazo legal de 72 horas da notificação ao Governo do Distrito Federal (GDF), caso não haja avanço nas negociações.
De acordo com o sindicato, a principal reivindicação da categoria é a reestruturação da carreira, tema que vem sendo discutido com o governo desde 2023. Os servidores afirmam que outras carreiras da Segurança Pública do DF já receberam reajustes e melhorias, enquanto os profissionais das Atividades Complementares — que atuam em setores como o IML — continuam sem mudanças estruturais.
O Sindireta-DF afirma ainda que a decisão pela greve foi tomada após sucessivas tentativas de diálogo com o governo sem resultados concretos. Mesmo assim, a entidade diz que permanece aberta à negociação e espera que o GDF apresente propostas para atender às demandas da categoria.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, informou que já recebeu representantes da categoria e afirmou que a reestruturação da carreira está entre as prioridades da pasta. Segundo ele, também estão em discussão temas como a realização de concurso público e a ampliação do serviço voluntário na área.

