Uma mulher foi presa em flagrante na manhã desta quarta-feira (25), em Ceilândia, após confessar ter ferido gravemente um homem dentro da própria casa. A prisão foi feita por policiais da Polícia Militar do Distrito Federal, que foram acionados via 190 para atender a uma ocorrência em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a própria suspeita relatou o crime e mostrou imagens da vítima ferida.
Ao ser abordada, a mulher apresentou fotos que mostravam ferimentos graves no rosto e no pescoço do homem e indicou que o caso ocorreu em sua residência, na QNM 06. No local, os policiais encontraram vestígios de sangue e recolheram um notebook e documentos de outra pessoa, o que levantou novas suspeitas.
Em um vídeo gravado pelos policiais, a mulher confirmou que deu um medicamento à vítima. “Botei o clonazê pra ele tomar, mas ele não dormindo”, declarou. Ela também relatou que levou o homem para o quarto. “Eu trouxe ele pro quarto, fechei a porta”, afirmou.
Ainda nas imagens, a suspeita disse que o homem reagiu. “Ele começou a resistir”, contou. Ao ser questionada sobre o momento da agressão, respondeu: “Quando ele levantava, eu tava empurrando ele pra voltar”.
A mulher também confirmou que acionou o socorro depois do ocorrido. “Foi”, respondeu, ao ser perguntada se chamou atendimento para a vítima. Em outro momento, afirmou que tentou cobrir o homem após a agressão. “Peguei o paninho e planei assim o pano por cima dele”, disse.
Enquanto a suspeita era levada à delegacia, outra equipe encontrou o homem no Hospital Regional de Ceilândia. A vítima relatou que foi atraída até a casa da mulher, onde foi dopada e teve o celular, um par de tênis e uma blusa roubados. Ele sofreu três perfurações na cabeça, mas não corre risco de morte e já recebeu alta hospitalar.
As investigações apontaram ainda que os documentos e o notebook encontrados no imóvel pertenciam a uma segunda vítima, que também teria sido dopada no dia 23 de fevereiro.
Diante dos fatos, a mulher foi autuada em flagrante. O caso foi registrado inicialmente como roubo com restrição de liberdade e cárcere privado, podendo ser convertido para tentativa de latrocínio, conforme o andamento das investigações no Distrito Federal.

