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Um jogo dividido entre bom futebol e disputa física marcou um duelo sem gols na tarde deste sábado (17/01). No andamento da segunda rodada do Candangão, Real Brasília e Brasiliense empataram sem gols no estádio Defelê.
O resultado significa o primeiro ponto leonino no campeonato, bem-conquistado pelo calendário contra a equipe amarela após quase empatar com o Gama na estreia. O Real ainda pega o Capital, durante a semana. Também na terceira rodada, o Jacaré, agora com quatro pontos, encara o Sobradinho na véspera do Clássico Verde-Amarelo contra o Gama.
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A etapa inicial representou uma briga contra o sol quente na Vila Planalto. E os atletas venceram o clima com um confronto equilibrado e bem disputado entre a cadência do Brasiliense e a velocidade do Real Brasília. Já aos três minutos, a defesa local ficou exposta e Júlio Vitor recebeu passe primoroso no cara a cara e perdeu o gol diante do goleiro Léo Teles.
A resposta do aurianil foi aos oito, com Juanzinho sendo lançado e recuperando uma bola cortada por Ivan e mal dominada pelo goleiro Matheus Kayser: o bote ficou longo e fora da meta. Dois minutos depois foi a vez de Tarta finalizar ao lado da meta, em resposta imediata da formação amarela. Aos 24, Júlio Vitor, que sairia no intervalo, finalizou de forma semelhante, também à esquerda do arqueiro adversário.
Entretanto, a solidez dos Leões foi mais na etapa inicial, se comprovando fator primordial na evolução da equipe sobretudo na reta final do primeiro tempo, onde surgiram as chances mais perigosas do jogo. Em escapada rápida pelo meio, aos 44, Juanzinho teve todo o campo de ataque para superar Ivan e fazer o gol, mas bateu ao lado do poste esquerdo de Kayser.
A chance mais clara de todo o jogo aconteceu aos 46, após cruzamento na área aproveitado por Gustavo após má saída do goleiro do Jacaré do gol. O placar não foi aberto graças ao corte salvador de Fábio Sanches sobre a linha de meta. Em um jogo muito corrido, o físico poderia cobrar se o jogo se mantivesse em alta intensidade no segundo tempo, onde o banco poderia ser decisivo.
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Luiz Carlos Winck voltou ao segundo tempo com Montanha e Geovani, esperando maior mobilidade e velocidade de sua equipe na produção. O que viu foi o exato oposto. Dos dois, apenas Geovani não passou despercebido por lance aos 24 minutos, quando enfiou bom passe para Caio Hones, que perdeu o mano a mano com Léo Teles. Antes, aos 11, Ivan cobrou falta perto da meta e, aos 18, Tarta tentou pela última vez no jogo de fora da área.
Uma nova chance de ouro viria para o Real aos 30, novamente com Juanzinho e novamente em outro cara a cara contra Matheus Kayser. Desta vez, o ponta do Leão isolou. Foi um jogo, em toda regra, de atuações pobres dos atletas internos do ataque: o badalado Wallace Pernambucano performou nada mais que dois pivôs no primeiro tempo. Apenas aos 36 minutos conseguiu girar dentro da área contra o zagueiro Anderson e bateu rente à trave esquerda.
A atuação, num geral, deixou um gosto de que o Real Brasília merecia melhor sorte no jogo, após boa resistência contra o Gama, fazer frente ao Brasiliense e vem motivado para enfrentar o Capital na próxima rodada. Por sua vez, o Brasiliense liga o alerta para a oscilação no nível apresentado antes de enfrentar, em sequência dupla como mandante, o Sobradinho e o Clássico Verde-Amarelo contra o Gama.
Real Brasília 0
Léo Teles; Caio Mendes, Anderson, Victor Gabriel e Breno 🟨 (Roberto); Paulo Martins (Miguel), Gustavo e PV (Juan Azevedo); Johann (Arthurzinho), Juanzinho e Davi Araújo (Erick) Técnico: Raphael Miranda
Brasiliense 0
Matheus Kayser; Ivan, Euller, Fábio Sanches (João Teixeira) e Daniel Vançan (Everaldo); Felipe Manoel, Tarta e Marcos Jr (Geovani); Jackson (Caio Hones), Júlio Vitor (Montanha) e Wallace Pernambucano Técnico: Luiz Carlos Winck
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