O Terminal Provisório de Integração de Águas Lindas de Goiás, construído com investimento de R$ 600 mil para melhorar o transporte público entre o Entorno e o Distrito Federal, foi desativado antes mesmo de entrar em operação.
A estrutura havia sido anunciada em outubro de 2025, como uma solução para organizar o sistema de transporte da cidade, reduzir custos para passageiros e oferecer mais conforto aos usuários. Em publicações nas redes sociais, a Prefeitura de Águas Lindas classificou o terminal como o “primeiro passo” para reorganizar o transporte coletivo e preparar a implantação do futuro Rodoshopping, projeto que prevê uma rodoviária integrada a um complexo comercial.
Apesar da proposta, a Companhia de Desenvolvimento de Águas Lindas (Codeal), responsável pelo projeto, informou que a suspensão ocorreu por uma “decisão estratégica”.
Nesta segunda-feira (11), a estrutura do terminal continuava parcialmente montada. No local, ainda era possível ver barras de ferro que serviriam de sustentação para coberturas destinadas ao abrigo dos passageiros, além de tapumes isolando toda a área.
Durante a visita da reportagem, a equipe foi impedida de permanecer no espaço. Na sede da Codeal, foi informado que a área já havia sido entregue ao proprietário do lote. Porém, no local onde seria o terminal provisório, um vigilante utilizava uma camiseta com a marca da própria Codeal.
O projeto previa funcionamento em três etapas: em fevereiro, começariam as linhas com destino a Brasília; em março, os trajetos para Taguatinga; e, em abril, as viagens para Ceilândia. O sistema também incluiria linhas alimentadoras ligando os bairros ao terminal e linhas semiurbanas conectando Águas Lindas ao Distrito Federal.
Segundo a Codeal, a principal dificuldade para manter o terminal em operação foi a falta de definição sobre o subsídio tarifário. A companhia afirmou que o projeto dependia de um acordo financeiro entre os governos de Goiás e Federal, mas que não houve alinhamento entre as partes nem definição sobre os repasses necessários para sustentar o modelo.
Além disso, a empresa apontou outros fatores para a interrupção do projeto, como mudanças na infraestrutura viária, renovação da frota de ônibus e avanço dos estudos para implantação de um terminal definitivo.
A Codeal também destacou investimentos de R$ 70 milhões na renovação da frota do transporte semiurbano, com a entrada em circulação de 65 ônibus novos.
Já o terminal definitivo segue em fase final de estudos técnicos. O projeto prevê investimento de R$ 200 milhões por meio da iniciativa privada, dentro de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).
Procurada, a prefeitura de Águas Lindas de Goiás, respondeu por meio de nota, porém, não informou sobre os valores que tinham sido investidos no local.
A Companhia de Desenvolvimento de Águas Lindas (CODEAL) informa a suspensão da
continuidade do projeto provisório de integração do transporte semiurbano, com a
desmobilização e redistribuição imediata das estruturas utilizadas.
A decisão ocorre devido à necessidade de um acordo formal entre o Governo de Goiás, o
Governo do Distrito Federal e a União para viabilizar financeiramente e juridicamente a
integração tarifária e o subsídio do sistema, por meio de um pacto interfederativo.
A CODEAL destaca que os investimentos em mobilidade seguem avançando. A terceira faixa
da BR-070, entre Águas Lindas e o posto da PRF, já foi concluída e será destinada ao
transporte público após a sinalização final, garantindo mais fluidez e redução no tempo de
viagem.
O sistema também recebeu investimento privado de R$ 70 milhões, com a entrada em
operação de 65 ônibus novos, proporcionando mais conforto, segurança e confiabilidade aos
usuários.
O Terminal Definitivo de Águas Lindas segue em fase final de estudos técnicos, com
investimento estimado em R$ 200 milhões, por meio de Procedimento de Manifestação de
Interesse (PMI), assegurando infraestrutura moderna sem custos para os cofres municipais.
A CODEAL informa ainda que toda a estrutura provisória foi inventariada e será reaproveitada
em outras unidades de serviço público, garantindo o uso eficiente dos recursos públicos.
A Companhia reafirma sua confiança na viabilidade do modelo de integração e mantém o
compromisso de retomar o projeto assim que houver alinhamento institucional entre Goiás,
DF e União.

